AEcM12 
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Pronto, finalmente a resenha daquele livro que vocês ouviram falar bastante aqui no blog. Eu recebi um exemplar autográfado do autor e gostei bastante. Obrigado Flavio! *-*
Então vamos a resenha:

Acima de tudo, AEcM12 me proporcionou uma boa leitura, gostei bastante do tema abordado, aliás, depois de muito tempo, reassisti ao filme "O Homem Bicentenário" na quarta-feira passada (na seção da tarde, algo que não costumo assistir) e ele me fez lembrar o livro em questão; o amor entre um ser humano e uma máquina, apesar das suas histórias serem completamente diferentes!



O livro de Flavio P. Oliveira é narrado em terceira pessoa e gira em torno do personagem Arivaldo Anestézijo, que, inconformado ao não possuir a mulher da sua vida, manda fazer uma cópia desta em um robô extremamente similar ao ser humano em todos os aspectos físicos.


Não é de hoje que falo que a narrativa do Flavio P. Olivera é fabulosa, como ele mesmo disse em seu site; AEcM12 está cheio de frases "inteligentes", onde cada palavra é devidamente colocada no lugar certo, inadmitindo borrões (se comparando a um pintor, que de fato é). Carregada de metáforas, o Flavio deixa sua narrativa fluente, sem perder o fio da meada em momento algum. É realmente incrível como tudo passa tão rápido, o livro é tão pequenino e ao mesmo tempo tão grande.

No entanto, particularmente, eu esperava algo maior de certa parte do livro. Já que a história se passa no futuro, imaginei que o autor brincaria mais com os cenários, mostraria aos leitores coisas surpreendentemente diferentes, que chegassem a chocar quando necessário... afinal, é o futuro — um outro mundo. E mesmo que o futuro de AEcM12 não fosse algo tão avançado a ponto de ter carros voadores (algo que até já acho clichê, mas em fim) que mostrasse as coisas mais fantásticas que possuísse além do produto centro da história, o modelo de ginoide/robô mais avançada.
Autor do Livro


Porém, o autor mostrou o essencial para que o livro ficasse coerênte.

Os personagens foram bem desenvolvidos — aliás, boa parte deles são robôs —, você sente cada um como se fossem reais... Eusébio, o grilo filósofo; as barbiretas, Lua e Mel; Os três homens-buldogues; As bailarinas azuladas, Linda e Bela; Lúcia e sua sósia ginoide encomendada por Arivaldo... são realmente personagens cativantes, tendo cada um sua devida personalidade — embora algumas sejam iguais, como é o caso das barbiretas.

O humor e o drama foram implantados nos momentos certos, sendo que o livro teve um final bem dramático (adorei) e, ainda bem, nada clichê.

Nada de erros ortográficos ou de edição, também nesse quesito a obra esta de parabéns; se houveram erros, passaram despercebidos aos meus olhos.

Mas e o título do livro, o que significa? Simples: você só vai descobrir lendo (risos)! 


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