Certo dia, Maria leu um lançamento e adorou; tudo nele era lindo e perfeito. Mas ela não foi à única que gostou, e logo o livro se tornou o mais novo best-seller do momento. Então, eis que surge a notícia: os direitos da obra haviam sido comprados e um roteiro para o cinema criado. "Meu Deus, vão acabar com a minha estória favorita!", pensa Maria. Tudo bem, Maria, quem se importa? Bem, a verdade é que muitos se importam, e este é o assunto desta matéria.

As adaptações cinematográficas são enxergadas como grandes vilãs. As pessoas querem ver o filme exatamente igual ao livro; as pessoas querem que o roteiro do filme seja o próprio livro.  Mas as coisas não são bem assim. Quando uma produtora compra os direitos de um livro, ela procura fazer algo bom com a base da estória, seja parecido com a original ou não.

É desnecessário críticas em que julgam o filme ruim por ser diferente do livro. Falar que o livro é melhor por as coisas acontecerem de uma forma mais interessante, tudo bem. Mas e quando o filme é bom, de uma forma diferente da do livro adaptado? Ainda assim alguns ainda classificam ruim (por conta da diferença)!

Quando A Hospedeira estreou nas telonas, pessoas o classificaram como MUITO pior que o livro por o motivo de pequenos detalhes não terem sido salvos do livro; qual a importância da Buscadora não ser baixa, usar branco, e possuir cabelo loiro? Só por que no livro ela é o oposto na aparência? Já pararam pra pensar que o branco se encaixa muito melhor nas almas, já que elas são pacificas?

Saindo um pouco do exemplo dado com A Hospedeira, e indo direto ao ponto de uma forma mais esclarecedora: quando os direitos de um livro é comprado para a produção de um filme, este deve ser criticado separadamente. Deve-se esquecer da existência do livro e falar sobre os verdadeiros defeitos e qualidades que o longa (ou não) carrega.

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